Joseph Campbell

“… era a Deusa (Uma Haimavati), e não as divindades masculinas aparentemente dominantes do panteão védico, a verdadeira conhecedora do sagrado poder central oculto do universo, pelo qual são obtidas todas as vitórias no drama interminável do processo do mundo. Pois ela própria era aquele mesmo poder. Ela é Brahman, a força vital do universo que habita secretamente todas as coisas.”
Joseph Campbell. “As Máscaras de Deus”. São Paulo: Palas Athena, 2002, p. 167.

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Jards Macalé

Mal Secreto
Jards Macalé

Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o rio de janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.

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José de Souza Martins

“A questão agrária é no Brasil a questão fundiária, rural e urbana, questão social de uma pobreza iníqua e descabida em que o pobre para trabalhar ou para morar paga tributos fundiários a parasitas sociais, grandes e pequenos, que cobram pela renda da terra como senhores feudais nutrindo-se às custas da pobreza forçada que impõem impunemente aos desvalidos da terra.”
José de Souza Martins. “Campo estéril” in O Estado de S. Paulo, 11/01/2015, pg. E8

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Foucault

“… morrer é um puro acontecimento que nunca verifica nada ) . …, a morte é o acontecimento todos os acontecimentos , o sentido no estado puro : o seu lugar radica no emaranhado anônimo do discurso ela é do que se fala, já sempre acontecida e indefinidamente futura , e sem dúvida acontece no ponto extremo da singularidade . O sentido – acontecimento é neutro com a morte .”
Michel Foucault . “Nietzsche, Freud e Marx – Theatrum Philosoficum”. Rês , pg. 41

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Metropolis (1927, dir. Fritz Lang)

Metropolis (1927, dir. Fritz Lang)

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“Nietzsche, Freud e Marx – Theatrum Philosoficum”.

“Prestemos atenção, nos epicuros, a todos estes efeitos de superfície onde se desenrola o seu prazer; ondas que provêm da profundidade dos corpos, e que se elevam como nuvens de névoa – fantasmas vindos de dentro que rapidamente são reabsorvidos noutra profundeza pelo olfacto a boca, o apetite; películas extraordinariamente delgadas que se desprendem da superfície dos objetos e vêm impor no fundo dos nossos olhos cores e perfis ( epidermes flutuantes, figuras de relance); fantasmas do medo e do desejo (deuses de nuvens , belo rosto adorado, ‘mísera esperança levada pelo vento’).”
Michel Foucault . “Nietzsche, Freud e Marx – Theatrum Philosoficum”. Rês , pg. 35

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comuna

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