Paulo Francis

“Escrever é organizar intelectualmente, parafrasear a linguagem viva do povo.”
Paulo Francis. “O afeto que se encerra”. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1980, pg. 14.

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Hobsbawm

“… a história sem solução de continuidade do comunismo, enquanto movimento social moderno, tem início com a corrente de esquerda da Revolução Francesa. Uma direta linha descendente liga a ‘conspiração dos iguais’ de Babeuf, através de Felipe Buonarotti, às associações revolucionárias de Blanqui dos anos 30; e essas , por sua vez, se ligam – através da Liga dos Justos, formada pelos exilados alemães inspirados por eles, e que depois se tornará Liga dos Comunistas – a Marx e Engels, que redigiram sob encomenda da Liga O manifesto do partido comunista.”
Eric Hobsbawm. “História do Marxismo”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, v.1, pg. 40

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Lya Luft

O meu amado tinha indignações enormes

O meu amado tinha indignações enormes.
Andava de um lado para outro em minha frente:
não se conformava com os conformados, os corruptos,
os medíocres e os vendidos deste mundo.
Não se conformava com a miséria, a dominação, o desvalimento.

Não se conformava também quando não o entendiam.
Passava as mãos pelo cabelo grisalho
e ardia como um jovem de dezoito anos na sua ira:
“Tenho vocação é de terrorista.”

(Eu escutava, com medo de que ele saltasse da varanda
levado pelo vendaval de seu furor de justo.)

Depois, ele fechava as portas de vidro sobre a noite quente,
me pegava pela mão, dizia:
“Vamos dormir.”

E então era todo mel e ternura.

Lya Luft

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Carlos Guilherme Mota

“Durante o Estado Novo (1937-1945) consolida-se nos parelhos ideológicos do Estado – e fora deles – uma concepção nacionalista de Cultura Brasileira: no ensino, na rede de bibliotecas, nas interpretações de ideólogos do porte de Fernando de Azevedo, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre e Afonso Arinos, na concepção de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, etc.”
Carlos Guilherme Mota. “Cultura brasileira ou cultura republicana?” in Estudos Avançados 4(8): 20, jan./abr. 1990.

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Lucien Goldmann

“A passagem da falsa situação do ‘Eu e Tu’ para o ‘Nós’ autêntico e consciente é a questão dos fundamentos epistemológicos da história.”
Lucien Goldmann. “Ciências humanas e Filosofia”. São Paulo: Difel, 1970, pg. 22.

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