Bolsonaro é Ustra e Ustra é Bolsonaro

Hum Historiador

mulheres ditadura (Foto: Reprodução/Facebook) Reprodução: Facebook

O candidato Jair Bolsonaro rendeu homenagem ao ex-coronel do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Seus filhos, deputados, são vistos trajando camisetas com os dizeres Ustra Vive. Esse militar foi condenado pela justiça brasileira pela prática de tortura durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985).

Aos desavisados, Ustra foi responsável pelo estupro, espancamento e todo tipo de violência contra mulheres. Muitas mortes são creditadas diretamente à sua ação. Vítimas de Ustra relatam que ele tinha a prática de inserir ratos nas vaginas de mulheres. Também levava os filhos menores das presas políticas para assistirem as mesmas sendo torturadas, como revela o depoimento de Maria Amélia Teles, cujos filhos foram levados para vê-la enquanto ela e o marido eram torturados por agentes do Estado ditatorial.

Nessa campanha eleitoral tenho visto colegas defendendo a candidatura de Bolsonaro e assumindo seus discursos. Há, até mesmo, quem tenha dito que…

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Jânio de Freitas

“De cada vez que tropas militares ocupem as ruas, uma certeza pode ter: não foi a última, é apenas a preliminar de uma outra, etapa de um processo que é a alma e a espinha dorsal do subdesenvolvimento cultural. Processo que é a escalada da tragédia institucional brasileira, que ninguém pode imaginar quando se encerrará.”
Jânio de Freitas. “Mais uma etapa” in Folha de S. Paulo 13/12/1986, pg. 5-A

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Um povo sem história não é gente, não pode ser gente, não tem como ser gente

Hum Historiador

NOTA DA ANPUH-DF, tal como publicada no portal da ANPUH-Brasil, em 02 de setembro de 2018.

UM POVO SEM HISTÓRIA NÃO É GENTE, NÃO PODE SER GENTE, NÃO TEM COMO SER GENTE

A frase dita pela analfabeta Maria, lavradora das margens do Rio Paraíba, resume o sentimento que toma conta dos membros da ANPUH-DF ao saber do incêndio que acometeu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite do último domingo, 2 de setembro.

A cada dia que passa, o golpe avança e vence em diversos aspectos. Os historiadores estão destroçados no momento em que o Museu Nacional, órgão referência em pesquisa e acervo histórico, está sendo incendiado. Incendiado também está nosso ser, incendiada está também nossa profissão. Não basta o espetáculo diário de ridicularização e desconsideração com a profissão de historiador. A destruição simbólica da História se tornou material.

A tristeza que nos toma vem unida a…

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“O Brasil é um caso extremo?

“O Brasil é um caso extremo?
O Brasil é um animal diferente. É o país mais desigual do mundo, com exceção do Oriente Médio e, talvez, da África do Sul. Um ponto importante é que todos os governos brasileiros das últimas décadas têm responsabilidade por isso.
Em que sentido?
A história recente indica que houve uma escolha política pela desigualdade e dois fatores ilustram isso: a ausência de uma reforma agrária e um sistema que tributa mais os pobres. Para nós, estrangeiros, impressiona que alíquotas de impostos sobre herança sejam de 2% a 4%. Em outros países chega a 30%. A tributação de fortunas fica em torno de 5%. Enquanto isso, os mais pobres pagam ao menos 30% de sua renda via impostos indiretos sobre luz e alimentação.”
Marc Morgan Milá. Folha de S. Paulo, 24/09/2017, pg.5

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Great-Spirit

Great-Spirit

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Emir Sader

“A burguesia na realidade não tem um partido político: ela usa alternadamente os partidos, conforme suas necessidades, e pode inclusive prescindir dos partidos clássicos, valendo-se das Forças Aramadas e da tecnocracia estatal como forma alternativa de preservação e ampliação das condições necessárias à perpetuação de seu domínio.”
Emir Sader. “A transição no Brasil”. São Paulo: Atual, 1990, pg.61.

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