Hannah Arendt

“…, a frase socrática, ‘sei que nada sei’, não significava mais do que: sei que não tenho a verdade para todos, não posso saber a verdade do outro, a não ser perguntando-lhe e, assim, conhecendo a sua doxa, que se lhe revela distintamente de como se revela aos outros.”
Hannah Arendt. “A dignidade da política”. Rio de janeiro, Relume-Dumará, 1993, pg. 100.

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Friedrich Nietzsche em hospital psiquiátrico, em 1899.

Friedrich Nietzsche em hospital psiquiátrico, em 1899.

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Karin Hueck

“Aos 22 anos, o rapaz (Gilles de Rais) de origem nobre entrou para a carreira militar e comandou uma tropa na Guerra dos Cem Anos, ao lado de Joana d’Arc, para lutar contra os ingleses. Logo, Gilles começou a demonstrar fortes tendências sádicas. Mas foi apenas em 1432 que o lado sombrio de sua personagem realmente tomou conta: o rapaz começou a se interessar por sangue e assassinatos. Sua maior diversão era executar crianças em seu castelo. Gilles convidava os pequenos, oferecia-lhes um banquete e bebidas extravagantes, e depois dava inicio às sessões de tortura. Geralmente, pendurava as vítimas antes de lhes cortar as cabeças.”
Karin Hueck. “O lado sombrio dos contos de fadas”. São Paulo: Abril, 2016, pg. 140 e 141.

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Jacques Derrida

“Se há um discurso que tende hoje a prevalecer sobre a nova cena do geopolítico (…), é este, que diagnostica em todos os tons, com uma certeza imperturbável, não somente o fim das sociedades construídas a partir de um modelo marxista, mas o fim de toda a tradição marxista, até mesmo da referência à obra de Marx, para não dizer o fim da história simplesmente. Tudo isto teria, enfim, atingido seus confins na euforia da democracia liberal e da economia de mercado.”
Jacques Derrida. “Espectros de Marx”. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994, pg. 81.

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Kirk Douglas e da atriz Ruth Roman de 1949.

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“Espectros de Marx”

“A hegemonia político econômica, assim como a dominação intelectual ou discursiva, passa,…, pelo poder tecno-midiático – ou seja, por um poder que ao mesmo tempo, de modo diferenciado e contraditório, condiciona e põe em perigo toda democracia.”
Jacques Derrida. “Espectros de Marx”. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994, pg. 78.

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Carlos D. de Andrade

Áporo

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se.

Carlos D. de Andrade

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