Fanatismo

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Paulo Prado

“O ouro empobrecia o Brasil. Guerra civil, inomináveis abusos do fisco e do clero, epidemias de fome, em que se morria de inanição ao lado de montes de ouro pelo abandono da cultura e da criação.”
Paulo Prado. “Retrato do Brasil”. Pg. 99

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Padre Antonio Vieira

“A Magdalena, como tão amante e tão amada, estando na terra, mandava-a Christo levar ao céo, para que fosse ouvir as musicas dos Anjos: e Thereza estando Christo no céo, deixava as musicas dos Anjos para vir conversar com Thereza na terra.”
Padre Antonio Vieira. “Sermões: de Santa Thereza e do Santíssimo Sacramento”. Porto: Lello & Irmão, 1951, vol. VIII, pg. 345.

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inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, 1910

inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, 1910

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Henri Pirenne

“… enganar-nos-íamos completamente se imaginássemos que a chegada dos Germanos teve como resultado substituir o comércio e a vida urbana por uma economia puramente agrícola e o estagnar geral da circulação. A pretensa repulsa dos bárbaros pelas cidades é uma fábula convencional desmentida pela realidade.”
Henri Pirenne. “As Cidades da Idade Média”. Sintra: Europa-América, 1977, pg.15.

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José de Souza Martins.

“Não sendo profissão para lucrar, pois seus parâmetros são os da civilização contra a barbárie e não os do lucro, os professores deste País têm sido tratados, cada vez mais, como seres adjetivos da pátria lucrativa.”
José de Souza Martins. “Nota de Corte” in Estado de S. Paulo, 23/08/2015, pg. E3.

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cartaz da campanha para deutado federal constituinte - 1946

cartaz da campanha para deputado federal constituinte – 1946

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Manoel de Barros: O Fotógrafo .

Manoel de Barros: O Fotógrafo .

Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada, a minha aldeia
estava morta.
Não se via ou ouvia um barulho,
ninguém passava entre
as casas.
Eu estava saindo de uma
festa,.
Eram quase quatro da
manhã.
Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
Por fim eu enxerguei a nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
Mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.

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“Bergson e Jankélévitch”

,“Com efeito, é natural considerar que, naquilo que muda, algo permanece; que a passagem do tempo pode ser compreendida no início e no término de cada transformação; que o movimento é uma seqüência de pontos de parada virtuais situados entre o início e o fim da trajetória ; que o estado que sucede a outro estado na verdade a ele se justapõe; etc.”
Franklin Leopoldo e Silva . “Bergson e Jankélévitch”. In Rev.de Est. Avançados 10(28):336, set./dez 1996 .

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