Gilberto Gil

Pode, Waldir?
Gilberto Gil

Pra prefeito, não
Pra prefeito, não
E pra vereador:
Pode, Waldir? Pode, Waldir? Pode, Waldir?

Prefeito ainda não pode porque é cargo de chefia
E na cidade da Bahia
Chefe!, chefe tem que ser dos tais
Senhores professores, magistrados
Abastados, ilustrados, delegados
Ou apenas senhores feudais
Para um poeta ainda é cedo, ele tem medo
Que o poeta venha pôr mais lenha
Na fogueira de São João

Se é poeta, veta!
Se é poeta, corta!
Se é poeta, fora!
Se é poeta, nunca!
Se é poeta, não!

O argumento é que o momento é delicado
E prum pecado desse tipo
Pode não haver perdão
Mudança é arriscado, muda-se o palavreado
Mas o indicado
Isso ele não muda, não
O indicado deve ser do tipo moderado
Com um mofo do passado
Peça do status quo

Se é poeta, veta!
Se é poeta, corta!
Se é poeta, fora!
Se é poeta, nunca!
Se é poeta… oh!

O certo poderia ser o voto no Zelberto
Mas examinando mais de perto
Ele tem que duvidar
A dúvida de que a Bahia tenha um dia tido a primazia
De nos dar folia
De nos afrocivilizar
Pra ele civilização é a França que balança
No seu peito de homem direito
Homem de jeito sutil

Se é poeta, veta!
Se é poeta, corta!
Se é poeta, fora!
Se é poeta, nunca!
Se o poeta é Gil!

Pra prefeito, não
Pra prefeito, não
E pra vereador:
Pode, Waldir? Pode, Waldir? Pode, Waldir?

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Karl Marx

“…, vuelve a confirmarse de un modo brillante el dogma librecambista de que, en una sociedad de intereses antagónicos, la mejor manera de fomentar el bien común es laborar por el interés individual.”
Karl Marx. “El Capital”. México: Fondo de Cultura Económica, 1978, vol. I, pg. 402.

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Geza Vermes

“A história demonstra claramente que Jesus só proclamava o caminho do Reino de Deus para os judeus, os supostos ‘filhos do reino’”.
Geza Vermes. “O autêntico Evangelho de Jesus”. Rio de Janeiro: Record, 2006, pg. 319.

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Roberto Romano

“Se voltarmos os olhos ao Brasil, percebemos a fenda aberta diante da sociedade e dos poderes públicos. Quase atingindo a cifra de 200 milhões de habitantes, não possuímos meios para lhes garantir as condições básicas de existência moderna. O gasto nacional em ciência e tecnologia é de 1,74% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos EUA, China e Japão é de 3% a 4%. O sr. Luiz Inácio da Silva afirmou que, ao final do seu primeiro mandato, a aplicação em ciência e tecnologia seria de 4% do PIB. A desmesura da promessa mostra que os problemas mais prementes são tratados com superficialidade pelos partidos e líderes políticos.”
Roberto Romano. “Novidade faisandée” in O Estado de S. Paulo , 20/07/2014, pg. E8.

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Clube de Idéias 1

Penápolis, 15 de novembro de 2008

Sessão de abertura do Clube de Idéias

O nosso propósito é criar um jardim epicurista e discutirmos livremente qualquer assunto.
Somos cinqüentenários e não somos unânimes sobre os assuntos tratados.
O que nos une são nossas diferenças.
O Clube foi organizado por mim e pelos professores Machado, Veloso, Teixeira, Vladimir e Figueiredo.
Machado acredita que o Clube de Idéias está condenado a desaparecer antes de nascer, como a revista Klaxon no início do século XX. A revista Klaxon se destinava a um público que não existia, porque poucos liam. O Clube de idéias se destina àqueles que pensam, logo desaparecerá, porque poucos pensam.
Figueiredo não se importa com a repercussão do Clube, porque teme a massificação das discussões.
Veloso enxerga o sucesso! Crê no homem harmonioso, livre, desprovido de censuras.
Teixeira entende ser um bom caminho para melhorar o desempenho da sociedade.
Vladimir afirma ter encontrado um novo caminho para a práxis política.
Quanto a mim, por ora organizo a abertura do Clube no mais amplo devaneio.

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Texto livre

Penápolis, 4 de agosto de 2008

A inovação ideológica dos manifestos surreais da realidade tem sido um contraponto à intelectualidade tresloucada por um verso lírico que roga por uma oração cristão, evocando um Pai Nosso.
Não é possível reconhecer os inimigos da fé, que não acreditam no real trabalho destinado a salvaguardar a emancipação dos indivíduos de suas neuroses, submissões, coerções internas, externas.
Não faz sentido viver sem consumir algo que me ofereça felicidade, ou ter a liberdade de rejeitar o consumo de algo. A pele quer vestir, os olhos querem ver, os ouvidos querem ouvir, mas não podem.
Esse é um mundo de controles, de submissão, onde a alegria se aprende. Onde se ri na hora marcada. Corre e não se chega a lugar nenhum. E quando se tem consciência disso tudo, vem a frustração de nada poder fazer, porque não vale a pena fazer . O tempo já ultrapassou a perspectiva do fazer.

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