Vazio

Penápolis, 14 de janeiro de 2007.

O vazio é quase absoluto porque existe impedição de realizar. Censura, tabus, totens, serviço de espionagem via satélite.
Um passo após o outro sob rigoroso controle de uma consciência programada, educada, disciplinada para preencher um espaço na sociedade. Espaço que não significa realização ou “ação” (práxis), mas mero preenchimento biológico, sob o domínio de dores, desconforto, prazeres, risadas, etc. Preenchimento biológico do espaço. O ser que realmente não é nada. Convence-se de que pode tudo, mas não é de nada. Falta-lhe coragem, mas foi treinado para temer, preservar, obedecer.
São tempos totalitários e vivemos aprisionados sob uma supervisão alegre que nos confortem, fala de esperança, realizações possíveis, outras vidas, outros mundos, outras casas, outros empregos, oportunidades… felicidade.

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