Ética e Totalitarismo: 20ª sessão do Clube de Ideias

Professores associados: Jáder, Machado, Vladimir, Teixeira, Figueiredo e Veloso.

Após um grande intervalo voltamos a nos encontrar, perturbados pelo encerramento do bimestre escolar.

O professor Veloso afirma que é uma inutilidade a aplicação de provas, exames, porque os resultados são desanimadores. Já o professor Figueiredo não vê outra forma de realmente constatar se o aluno domina conceitos, a língua e etc. Formas alternativas de avaliação são aplicadas, constata o professor Vladimir, porém o que se avalia é o domínio de outras competências e habilidades, que a tradicional prova não o faz. Ocorre que, a verdade, sobre se você domina ou não conceitos, linguagens elaboradas, se faz ali no preto no branco da prova, afirma Figueiredo

Todos os dias constatamos a formação de um estado eminentemente autoritário ou de uma sociedade autoritária, afirma Machado, mudando o rumo da conversa.

A sociedade clama por leis de Talião, por restrições a liberdade individual, como forma de solução para problemas do cotidiano. Isso ocorre no trânsito, em relação a fumar, as passagens dos congressistas. Mas estes mecanismos salvaguardam os interesses da população, interfere Vladimir.

Veja, diz Machado, as leis de trânsito devem existir é claro, mas o comportamento no trânsito não deve funcionar porque a lei quer, mas porque o cidadão é consciente, dessa forma ele não precisa de uma lei que determine que ele não deva dirigir porque bebeu, porque ele tem a consciência de que exageros com o álcool levam a acidentes no trânsito. Ou ainda, o congresso, o deputado por uma questão de ética não deveria fazer mal uso de certos mecanismos que facilitam a atividade parlamentar (passagens aéreas). Não seria necessário criar uma lei para isso. A ética definiria tal atitude.

Mas não vivemos num mundo ético, caro Machado, diz Figueiredo, daí a necessidade da lei, que e deve ser implacável, dura lex, sed lex.

Mas este é o ponto, diz Machado. Abrimos o campo para nos submetermos à lei, ao estado, e perdemos a autonomia. Logo as pessoas vão se dar conta que as leis não dão conta e que é preciso mais. O parlamento não da conta, precisamos mais. Do que precisamos? Do totalitarismo.

De fato o Vladimir tem razão, afirma o professor Teixeira. Os sintomas estão ai presentes, a ausência de memória, a ameaça de novos genocídios, a falta de autonomia dos educadores, a submissão a líderes políticos carismáticos, lideranças religiosas fundamentalistas, enfim é um quadro preocupante.
Preocupante, mas o nosso jardim epicurista resiste.

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