Áporo

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se.

Carlos D. de Andrade

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MERCOSUL

“Vislumbra-se dessa forma a reestruturação da educação dos países que compõem o MERCOSUL como mais um setor sócio- econômico que deve ser racionalizado e modernizado, de modo a possibilitar o incremento da competitividade internacional das empresas instaladas na região .”
Nelson Piletti e W. Praxedes . “MERCOSUL , competitividade e educação”. in Revista de Estudos Avançados 12(34):231 e 232 , 1998

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Nelson Piletti e W. Praxedes

“… o Plano Trienal para o setor educacional do MERCOSUL tem como um dos pressupostos principais o fortalecimento dos vínculos entre o setor educativo e o setor produtivo, na tentativa de adequar-se às exigências dos processos de reconversão competitiva com vistas a melhor posicionar os setores econômicos na concorrência internacional . Em outros termos, … , a integração educativa vislumbrada pelos negociadores oficiais acaba obedecendo à lógica das demandas de mercado.”
Nelson Piletti e W. Praxedes . “MERCOSUL , competitividade e educação”. in Revista de Estudos Avançados 12(34):227 e 228 , 1998 .

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Nelson Piletti e W. Praxedes . “MERCOSUL , competitividade e educação”. in Revista de Estudos Avançados 12(34):223, 1998

“… o Banco Mundial , que tem defendido propostas favoráveis à privatização da educação também em razão de que ‘a necessidade de aumentar a competitividade econômica está produzindo uma mudança de enfoque muito significativa , referente à capacitação dos recursos humanos e à produção de conhecimentos, que colocam novamente a educação na agenda de prioridades das inversões privadas'”
Nelson Piletti e W. Praxedes . “MERCOSUL , competitividade e educação”. in Revista de Estudos Avançados 12(34):223, 1998 .

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Walther Cronkite . “Entrevista” . in Folha de S. Paulo , 6/10/2001 , pg. A 24

“Todas as ações de órgãos governamentais, incluindo os policiais e os militares, são influenciados por interesses localizados. Autoridades querem fortalecer seus instrumentos de poder específicos e, em tempos como esse, vêem uma boa oportunidade para agir. Faz parte da natureza humana. Autoridades divulgam apenas fatos e circunstâncias que beneficiam seus pleitos. Isso ocorre não só nos EUA como no resto do mundo. Numa democracia, temos que vigiar o poder de forma permanente.”

Walther Cronkite . “Entrevista” . in Folha de S. Paulo , 6/10/2001 , pg. A 24

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