Philip Roth

“A concepção que ele fazia de Deus era de um ser onipotente que representava a união não de três pessoas em uma Divindade, como preconizava o cristianismo, mas de apenas duas: um filha da puta maluco e um gênio do mal.”
Philip Roth. “Nêmesis”. São Paulo: Cia das Letras, 2011, pg. 184.

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“Retrato do Brasil” II

“A sedução da terra aliava-se no aventureiro a afoiteza da adolescência. Para homens que vinham da Europa policiada, o ardor dos temperamentos, a amoralidade dos costumes, a ausência do pudor civilizado – e toda a continua tumescência voluptuosa da natureza virgem eram um convite à vida solta e infrene em que tudo era permitido.”
Paulo Prado. “Retrato do Brasil”. Pg. 36.

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“Retrato do Brasil”

“Junta as novas descobertas vinha, porém, morrer enfraquecida, mas sempre alucinada, a bandeira. Conservava, como desde os tempos piratininganos, os traços característicos da sua formação : interesse, dinamismo, energia, curiosidade, ambição. Faltavam-lhe os estímulos afetivos de ordem moral e os de atividade mental. Nunca soubera transformar em gozo a riqueza conquistada. A sua energia intensiva e extensiva concentrava-se num sonho de enriquecimento que durou séculos, mas sempre enganador e fugidio. Com essa ilusão vinha morrer sofrendo da mesma fome, da mesma sede, da mesma loucura. Ouro. Ouro. Ouro. Cobiça.”
Paulo Prado. “Retrato do Brasil”. Pg. 109 e 110.

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Paulo Prado

“A mineração, quase abandonada, mal dava para o sustento dos mineradores: estes constituíam uma classe de indigentes. Procuravam livrar-se da miséria pela volta aos trabalhos agrícolas, que desconheciam por completo. O estado da sociedade, deplorável; poucas pessoas (talvez meia dúzia de famílias) possuíam alguns haveres ou uma centena de escravos.”
Paulo Prado. “Retrato do Brasil”. Pg. 104.

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civilização II

“O pai primordial preparou o terreno para o progresso através da repressão imposta ao prazer e à abstinência forçada; criou, assim, as primeiras precondições para a disciplinada força de trabalho do futuro.”
Herbert Marcuse. “Eros e civilização”. Rio de Janeiro: Zahar, pg.71.

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