Geza Vermes.

“O sacrifício da riqueza material ia a par com a disposição de romper laços de parentesco, se atrapalhassem a resposta ao chamado mais alto. De fato, a seguir o exemplo de Jesus, o operário do Reino podia ser obrigado a dar as costas à família ou, segundo sua impressionante hipérbole, odiar ‘seu próprio pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs’. O clímax dessa cadeia de gestos retóricos é o sacrifício total do eu. Este sacrifício é descrito como tomar ‘a sua cruz’, ou – mais horrivelmente – como prontidão amputar uma mão ou um pé, arrancar um olho ou castrar-se ‘por causa do Reino dos Céus’”.
Geza Vermes. “O autêntico Evangelho de Jesus”. Rio de Janeiro: Record, 2006, pg. 460 e 461.

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