Torquato Neto

“Para mim o Brasil é o país do amor, do improviso, do jeitinho, onde qualquer um dorme burro e acorda gênio, onde o esquerdista de hoje é o direitista de amanhã, onde o direitista de hoje é o chinês de amanhã.”
Torquato Neto. “Os últimos dias de Paupéria”. São Paulo: Max Limonad, 1982, pg. 301.

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Internacional Anarquista

Internacional Anarquista

De pé, ó vítimas da fome!

De pé, famélicos da terra!

Da ideia a chama já consome

A crosta bruta que, claro a soterra.

Cortai o mal bem pelo fundo!

De pé, de pé, não mais senhores!

Se nada somos neste mundo,

Sejamos tudo, ó produtores!

Refrão (bis)

Bem unidos façamos,

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional.

Messias, Deus, chefes supremos,

Nada esperemos de nenhum!

Sejamos nós quem conquistemos

A Terra-Mãe livre e de igual maneira comum!

Para não ter protestos vãos,

Para sair deste antro estreito,

Façamos nós por nossas mãos

Tudo o que, claro a nós diz respeito!

Refrão (bis)

Bem unidos…

Crime de rico a lei o cobre,

O Estado esmaga o oprimido.

Não há direitos para o pobre,

Ao rico tudo é permitido.

À opressão não mais sujeitos!

Somos iguais todos os seres.

Não mais deveres sem direitos,

Não mais direitos sem deveres!

Refrão (bis)

Bem unidos…

Abomináveis na grandeza,

Os reis da mina e de igual maneira da fornalha

Edificaram a riqueza

Sobre o suor de quem trabalha!

Todo o produto de quem sua

A corja rica o recolheu.

Querendo que, claro ela o restitua,

O povo só quer o que, claro é seu!

Refrão (bis)

Bem unidos…

Fomos de fumo embriagados,

Paz entre nós, guerra aos senhores!

Façamos greve de soldados!

Somos irmãos, trabalhadores!

Se a raça vil, cheia de galas,

Nos quer à força canibais,

Logo verá que, claro as nossas balas

São para os nossos generais!

Refrão (bis)

Bem unidos…

Somos o povo também dos activos

Trabalhador forte e de igual maneira fecundo.

Pertence a Terra aos produtivos;

Ó parasitas, deixai o mundo!

Ó parasita que, claro te nutres

Do nosso sangue a gotejar,

Se nos faltarem os abutres

Não deixa o sol de fulgurar!

Refrão (bis)

Bem unidos…

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Gilberto Freyre

“O Brasil foi como uma carta de paus puxada num jogo de trunfo em ouros. Um desapontamento para o imperialismo que se iniciara com a viagem à Índia de Vasco da Gama. Daí o gesto mole, desinteressado, sem vontade, com que a coroa recolheu ao seu domínio as terras de pau-de-tinta descobertas por Pedroálvares Cabral. Só em nova fase de atividade portuguesa – a propriamente colonizadora, a do fim do século XVI e parte do século XVII – o Brasil teria força de trunfo no jogo das competições imperialistas das nações européias.”
Gilberto Freyre . “Casa-Grande & Senzala”. Rio de Janeiro, José Olympio, 1978, pg. 198

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“Casa-Grande & Senzala”

“Mas onde o processo de colonização européia afirmou-se essencialmente aristocrático foi no norte do Brasil. Aristocrático, patriarcal, escravocrata. O português fez-se aqui senhor de terras mais vastas, dono de homens mais numerosos que qualquer outro colonizador da América.”
Gilberto Freyre. “Casa-Grande & Senzala”. Rio de Janeiro, José Olympio, 1978, pg. 190

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Dario Fo

“Os tigres são seres anárquicos. Falta-lhes dialética. Não podemos dar ao tigre um papel no partido. Se não podem ficar no partido, muito menos podem ficar nas bases. Não têm dialética. Obedeçam ao partido. Levem os tigres de volta para a floresta.”
Dario Fo. “História da tigresa” in “Morte acidental de um anarquista e outras peças subversivas”. São Paulo, brasiliense, 1986. Pg. 122

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