Antônio Cândido

“Os homens que estão hoje um pouco para cá ou um pouco para lá dos cinquenta anos aprenderam a refletir e a se interessar pelo Brasil sobretudo em termos de passado e em função de três livros: Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, publicado quando estávamos no ginásio; Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, publicado quando estávamos no curso complementar; Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Júnior, publicado quando estávamos na escola superior.”
Antônio Cândido. “O significado de Raízes do Brasil” in Holanda, Sérgio Buarque de. “Raízes do Brasil”. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, pg. XI.

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Bertrand Russell

“A educação que desejamos para nossos filhos depende dos nossos ideais a respeito do caráter humano, e das nossas esperanças em relação à parte que eles irão desempenhar na coletividade.”
Bertrand Russell. “Da Educação”. São Paulo: CEN, 1977, pg. 2

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Perry White

“A praia, o mar, o rouxinol, o pé de maconha, o ácido lisérgico e o medalhão de paz e amor são símbolos de um mundo que não mais existe, um mundo onde as pessoas podiam passear nuas pelos boulevares sem medo de serem assaltadas.”
Perry White. “Uma flor, um amor e um passarinho vinte anos depois” in Folha de S. Paulo. 12/3/1987

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Mia Couto

A CASA

Confesso:
Quando a olhei
eu apenas queria,
em sua boca,
a água onde começa a vida.

E fui num murmúrio:
preciso do teu fogo
para não morrer.

Ela, então,
sussurrou o convite:
vem a minha casa.

No caminho,
porém,
recusou meu braço,
esfriou o meu alento.

E corrigiu-me assim o intento:
não te quero corpo,
nem quero o fogo do leito,
nem o frio do adeus.

Suave murmurou:
levo-te,
homem,
a minha casa
para aprenderes a ser mulher.

Que nenhum outro fim
a casa tem.

Mia Couto

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Jovem dos EUA no Vietnã

Jovem dos EUA no Vietnã

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Antonio Gramsci.

“A superstição científica leva consigo ilusões tão ridículas e concepções tão infantis que a própria superstição religiosa termina enobrecida. O progresso científico fez nascer a crença e a espera de um novo Messias, que realizará nesta terra o país da Felicidade; as forças da natureza, sem nenhuma intervenção do esforço humano, mas através de mecanismos cada vez mais perfeitos, darão em abundância à sociedade tudo necessário para satisfazer suas necessidades e viver na fartura. Contra este fanatismo, cujos perigos são evidentes (a supersticiosa fé abstrata na força taumatúrgica do homem conduz, paradoxalmente, à estabilização das próprias bases desta força e à destruição de todo amor pelo trabalho concreto e necessário, em troca das fantasias, como se se tivesse fumado uma nova espécie de ópio), é necessário combater com vários meios, dos quais o mais importante deveria ser um melhor conhecimento das noções científicas essenciais, …”
Antonio Gramsci. “Concepção Dialética da História”. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1978, pg. 71 e 72.

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Karin Hueck

“Aos 22 anos, o rapaz (Gilles de Rais) de origem nobre entrou para a carreira militar e comandou uma tropa na Guerra dos Cem Anos, ao lado de Joana d’Arc, para lutar contra os ingleses. Logo, Gilles começou a demonstrar fortes tendências sádicas. Mas foi apenas em 1432 que o lado sombrio de sua personagem realmente tomou conta: o rapaz começou a se interessar por sangue e assassinatos. Sua maior diversão era executar crianças em seu castelo. Gilles convidava os pequenos, oferecia-lhes um banquete e bebidas extravagantes, e depois dava inicio às sessões de tortura. Geralmente, pendurava as vítimas antes de lhes cortar as cabeças.”
Karin Hueck. “O lado sombrio dos contos de fadas”. São Paulo: Abril, 2016, pg. 140 e 141.

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