A.J. Toynbee

“… cristãos e muçulmanos, temos em comum é um par de heranças comuns – uma provinda dos judeus e outras dos gregos – poderíamos rotular de greco-judaica a nossa sociedade cristã-muçulmana, a fim de distingui-la tanto de uma sociedade hindu na Índia, como de uma sociedade confúcio-budista no Extremo Oriente.”
A.J. Toynbee. “Estudos de História contemporânea” (1948). São Paulo: CEN, 1976, pg. 280.

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SABARÁ

SABARÁ
Oswald de Andrade

Este córrego há trezentos anos
Que atrai os faiscadores
Debaixo das serras
No fundo da bateia lavada
O sol brilha como ouro
Outrora havia negros a cada metro de margem
Para virar o rio metálico
Que ia no dorso dos burros
E das caravelas
Borda Gato
Os paulistas traídos
Sacrilégios
O vento

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Paulo Prado

“Guerra com o estrangeiro só tivemos nos primeiros tempos as que provocaram as tentativas de colonização franceza de Vilegaignon e La Revardiére, os rápidos ataques dos corsários ingleses e os trinta anos de luta, circunscrita, isolada, da invasão holandesa. Os mais, durante tão longos anos, foi o cativeiro do gentio, e com altos e baixos, a febre do ouro e da riqueza mineira. Obsessão diabólica. Dinamismo formidável de uma época de uma raça e de um novo tipo étnico, convergindo numa idéia fixa, avassaladora. Ouro. Ouro. Ouro.”
Paulo Prado. “Retrato do Brasil”. Briguiet & Cia, pg. 80 e 81

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Sigmund Freud.

“… o conflito entre civilização e sexualidade é causado pela circunstância do amor sexual ser uma relação entre duas pessoas, em que uma terceira só pode ser supérflua ou perturbadora, ao passo que a civilização se baseia em relações entre maiores grupos de pessoas. Quando uma relação de amor se encontra no seu apogeu, não há margem para qualquer interesse no mundo, circundante; o par de amantes é suficiente em si e para si mesmo, não necessita sequer do filho que tem em comum para fazê-los felizes.”
Sigmund Freud. “Civilização e descontentes”. Pg. 79 e 80

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Henri Pirenne

“Os mercadores, a partir da primeira metade do século XVI,… agruparam-se em confrarias chamadas guildas ou hansas, corporações autônomas, independentes de todo o poder e onde só a sua vontade faz lei. Chefes livremente eleitos, deões ou condes da hansa (dekenen, hansgraven), aí velam pela permanência de uma disciplina livremente aceite.”
Henri Pirenne. “As Cidades da Idade Média”. Sintra: Europa-América, 1977, pg.143.

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Madeleine Davis

“Foi do ponto de vista de Winnicott afirmar que ‘necessitamos abandonar absolutamente a teoria de que as crianças podem nascer amorais’. Juntamente com uma continuidade congênita da linha de vida existem em cada indivíduo forças poderosas em direção à preservação da integridade pessoal.”
Madeleine Davis. “Limite e Espaço: uma introdução à obra de D.W. Winnicott”. Rio de Janeiro: Imago, 1982, pg. 87.

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Janis Joplin

Janis Joplin

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José Guilherme Merquior

“… falei de seis ou sete projetos nacionais: o projeto ‘Andrada’, o primeiro projeto liberal oligárquico; o projeto do jacobinismo positivista a que se opôs a democracia – ela também oligárquica – dos fazendeiros; o consulado ‘getuliano’ modernizador e autoritário; o semibismarckismo de Kubitschek; a modernização autoritária que terminou faz cinco anos.
Hoje em dia, temos instalado um projeto de República sindicalista que constitui a resposta de certos meios de homens políticos, de sindicalistas intelectuais muito notáveis, ao capitalismo de elites, ao capitalismo tal como ele se apresentou até nossos dias no contexto brasileiro. Por outro lado, nós temos como projeto rival um projeto que significa uma marcha ‘a toque de tambor’ na direção de um neocapitalismo produtivo que é o exato oposto do capitalismo sobretudo especulativo que a cultura da inflação estava arraigando entre nós.”
José Guilherme Merquior. “O Brasil no limiar do século 21” in Mais! 15/7/2001, pg. 10

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