Emir Sader

“A burguesia na realidade não tem um partido político: ela usa alternadamente os partidos, conforme suas necessidades, e pode inclusive prescindir dos partidos clássicos, valendo-se das Forças Aramadas e da tecnocracia estatal como forma alternativa de preservação e ampliação das condições necessárias à perpetuação de seu domínio.”
Emir Sader. “A transição no Brasil”. São Paulo: Atual, 1990, pg.61.

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Paulo Prado

“Junta as novas descobertas vinha, porém, morrer enfraquecida, mas sempre alucinada, a bandeira. Conservava, como desde os tempos piratininganos, os traços característicos da sua formação : interesse, dinamismo, energia, curiosidade, ambição. Faltavam-lhe os estímulos afetivos de ordem moral e os de atividade mental. Nunca soubera transformar em gozo a riqueza conquistada. A sua energia intensiva e extensiva concentrava-se num sonho de enriquecimento que durou séculos, mas sempre enganador e fugidio. Com essa ilusão vinha morrer sofrendo da mesma fome, da mesma sede, da mesma loucura. Ouro. Ouro. Ouro. Cobiça.”
Paulo Prado. “Retrato do Brasil”. Pg. 109 e 110.

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Caetano Veloso

É Proibido Proibir
Caetano Veloso

A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
Estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta
Há o porteiro, sim…

E eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo:
É! — proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir…

Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim…

E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo:
É! — proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir…
(falado)
Caí no areal na hora adversa que Deus concede aos seus
para o intervalo em que esteja a alma imersa em sonhos
que são Deus.
Que importa o areal, a morte, a desventura, se com Deus
me guardei
É o que me sonhei, que eterno dura
É esse que regressarei.

Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estátuas, as estantes
As vidraças, louças, livros, sim…

E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir…

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O GOLPE VESTE TOGA – Guerra Jurídica nas Eleições de 2018 perpetua o Golpe de Estado de 2016 e nos encaminha para futuro turbulento

A CASA DE VIDRO

Marcha em direção ao TSE de Brasília para o registro da candidatura de Lula à Presidência da República. Foto: Gustavo Bezerra. Data: 15/agosto/2018.

“Não sei se eles vão passar para a história como juízes ou como algozes.”
Luiz Inácio Lula da Silva, preso político e candidato a presidente pelo Partido dos Trabalhadores

Se o Diabo veste prada, o Golpe veste toga. Como disse Pedro Serrano: “o que parece estar ocorrendo na América Latina é a substituição da farda pela toga.”

O golpismo que derrubou Lugo no Paraguai e Dilma no Brasil, que atentou contra Chávez e Maduro na Venezuela, que segue tentando desestabilizar o governo Evo Morales na Bolívia, que celebra a chegada de neoliberais como Macrí na Argentina e Piñera no Chile, não opera mais com tanques de guerra, soldados e escopetas.

Hoje, um Golpe de Estado é dado nos tribunais. Seu maquiavélico xadrez é jurídico. Sua guerra é jogada…

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José Saramago

“… proposta de actualização pedagógica emanada do ministério, das mil e tantas que fazem da vida dos infelizes docentes uma tormentosa viagem a Marte através de uma interminável chuva de ameaçadores asteróides que, com demasiada freqüência, acertam em cheio no alvo.”
José Saramago. “O Homem Duplicado”. São Paulo: Cia. das Letras, 2002, pg. 45.

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Maria Elizabete S. P. Xavier

“Mais que pelo jugo econômico inglês,…, o Brasil manteve sua estrutura colonial, após a Independência, pelo jugo da sua classe dominante. Ela empreendeu a emancipação nos termos que lhe convinha; abafou os germes de transformação com a contra-revolução; empenhou-se em entregar e manter a economia nacional na dependência do imperialismo europeu; e sacrificou a dignidade do país em acordos, tratados e empréstimos externos que escandalizaram os próprios contemporâneos e deram um triste rumo à nossa história.”
Maria Elizabete S. P. Xavier. “Poder Político e Educação de Elite”. São Paulo: Cortez/ Autores Associados, 1990, p. 115.

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